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Itajaí – final de setembro e comecinho de outubro 2014

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Que medo de esquecer tudo o que aconteceu nos últimos meses, pelo simples fato de não ter conseguido bom uso da internet e não ter podido postar quase nada sobre nossa chagada e estada em Itajaí (tão esperada), nosso tempo em terra e nosso retorno ao AmarSemFim.

Então decidi que vou escrevendo mesmo, conforme vem a inspiração (e o medo de esquecer, pular alguma coisa, ou deixar algo passar) e assim que conseguir rede, vou postando aos poucos.

Chegar em Itajaí muito bom. Já vínhamos mal acostumados, na verdade, pois tanto em Rio Grande como em Florianópolis sempre houve alguém que nos recebesse com muito amor e carinho, algum irmão, alguma amigo, que nos visitasse, que passasse tempo conosco; enfim, Itajaí não podia ser diferente.

Fazia quase 1 ano que não víamos nossos queridos amigos, os Copello. Uma amizade muito curiosa, por sinal, e sem dúvida dirigida e cultivada pelo amor que compartilhamos em Cristo. Conhecemos os Copello quando já estávamos em Florianópolis com o Cruzeiro Costa Sul (CCS – da ABVC em março de 2013). De acordo com o cronograma do Cruzeiro, teríamos uma parada em Itajaí com os veleiros, e uma recepção bem legal e organizada, onde conheceríamos o projeto ANI (Associação Nautica Itajaí) e o trabalho que vinham fazendo com as crianças e a vela! Mas, esta parada não aconteceu por motivos climáticos (pelo que pude entender). Florianópolis, até então, até aquele momento, era onde estávamos, era nosso destino final. Ficaríamos uns meses por lá, talvez, e voltaríamos em Julho (2013) para Ilhabela – cidade que consideramos nossa cede. Mal sabíamos que Deus já vinha preparando trincos e maçanetas de portas que seriam abertas em breve, para nossa ida e estada na Argentina.

Enfim, por não termos conseguido parar com os veleiros em Itajaí, e por termos ido direto a Florianópolis, acabamos por fazer uma visita de ônibus a Itajaí. Lá, tivemos a oportunidade de conhecer o projeto ANI e ver todo o trabalho que tem feito na cidade e com os “pequenos cidadãos” (para conhecer melhor o projeto ANI, clique aqui!). O projeto era na época dirigido pelo Claudio Copello (e segue sendo até hoje, mas agora com a presença essencial da Monica – esposa), pessoa muito querida, que pudemos conhecer brevemente em um almoço onde juntamos a equipe da ANI e os velejadores do CCS. Entre a visita a ANI e suas instalações, o vídeo apresentado sobre o projeto e o almoço, pudemos também conhecer os demais membros da família Copello – tão envolvidos com a ANI quanto o Claudio, uma vez que a família toda abraçou o projeto com tanto amor. Foram breves os minutos que tivemos par conhecer Monica, Carol e Pepê, mas houve uma identificação imediata. Foi muito bom poder conversar com a Monica e ver que tínhamos (e seguimos tendo) coisas tão em comum, sonhos semelhantes, e uma família estruturada – que compartilha da nossa busca e vontade de Amar (João 15:12 e 13 – “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como EU vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”). Infelizmente, no entanto, foi breve… e passou… acabou. Uns dias mais para frente, recebemos a visita carinhosa do Claudio e da Monica lá em Florianópolis, quando, mesmo sendo dia de faxina e de lavar roupa, os convidamos para conhecer o barco!

Em dezembro do mesmo ano, quando já estávamos bem instalados na Argentina havia uns 8 meses, ficamos sabendo que havia sido planejado um programa de intercâmbio náutico, do qual participariam adolescente de 12 a 16 anos, do Brasil, da Argentina e do Uruguai. O grupo brasileiro que participaria do programa era, justamente, o grupo da ANI. Neste programa de intercâmbio, a ideia era que os adolescentes ficassem hospedados nas casas dos participantes argentinos, para que pudesse também haver uma interação cultural. Mas e quanto aos organizadores? Ah, estes, tivemos nós o privilégio de hospedar. Dessa forma, meio sem saber muita coisa sobre como era o programa e qual seria nossa função ao hospeda-los, Ricardo decidiu comunicar ao grupo argentino – que intermediava os contatos – que nosso veleiro estaria a disposição do casal Copello – os organizadores – durante o tempo que durasse o programa. Mas a sensação de como tudo aconteceria ainda era uma incógnita para nós – e para eles também.

Chegou dezembro (2013) e já vínhamos nos preparando para hospedá-los. Queríamos recebê-los com o maior carinho possível e fazer com que se sentissem bem a vontade e em casa. E acho que conseguimos. Passamos dias maravilhosos com eles, acompanhando-os onde desejavam ir, acompanhando as premiações das regatas dos adolescentes, e dando a eles todo o suporte que pudéssemos dar naquilo que precisassem. Para nós, foi uma alegria poder servir a família Copello durante aqueles dias. Pudemos compartilhar mais ainda do nosso modo de vida e eles do deles, tivemos a chance de nos conhecer melhor e de nos tornar grandes amigos. As crianças também se identificaram e dali demos continuidade a uma amizade que começou, bem suavemente, lá em Itajaí, 8 meses antes, e que levaremos para a eternidade.

Portanto… a volta e parada em Itajaí era muito, mas realmente muito esperada e desejada. Queríamos muitos rever e reencontrar a família Copello e com eles passar dias lindos e agradáveis em Itajaí. E foi assim que Deus já tinha preparado tudo.

Chegamos, passando e entrando pela barra de Itajaí – agitada, movimentada – e o fizemos com bastante cautela. Quando estávamos chegando com o barco onde ficaríamos – no píer da ANI, com todos os privilégios que nos ofereceram – encontramos com o Dudu (Zanella – do veleiro Amazonas III). Dudu nos ajudou muito na hora de amarrar o AmarSemFim, uma vez que os ventos nos empurravam na direção dos outros veleiros ali amarrados. E no meio das manobras, ouvimos buzinas. Buzinas que vinham do estacionamento e de um carro que havia acabado de chegar – no qual estavam, nada mais nada menos, que a Monica, a Carol e o Pepê!!! Aliás, graças a Deus pela chegada deles, porque também nos ajudaram com o amarrar das defensas e com o puxar dos cabos, junto com o Dudu. Depois dos abraços, beijos e lágrimas de alegria ao nos reencontrarmos, e depois de algumas horinhas para arrumarmos a “bagunça” da viagem (junto com o Pepê dentro do AmarSemFim), fomos oficialmente recebidos com muito amor no veleiro Amazonas III para um jantar preparado pela Monica, quando compartilhamos da presença dela, das crianças Copello e do anfitrião Dudu Zanella.

Logo mais, alguns dias a frente, o Claudio chegou a Itajaí e pudemos passar por vários momentos juntos em família com os queridos amigos. Foram passeios no Amazonas III, churrascos, jantares (o das meninas da ANI foi um momento divertido e muito querido), passeios, palestras, encontros etc. Em um dado dia, Ricardo saiu com o Claudio, o querido irmão de um amado amigo do Ric (o Yuri) – o Zé, que veio nos ver desde Floripa – e com dois ou três outros amigos do Claudio para fizer um passeio até Porto Belo e Cachadaço. Voltaram felizes e realizados… tendo aproveitado um dia muito gostoso na presença de amigos assim tão especiais. Tudo isso aparece nas fotos que seguem logo abaixo.

Também em Itajaí, tivemos o privilégio de conhecer a Primeira Igreja Presbiteriana de Itajaí. Ao conhece-la e a alguns de seus membros, em um dado momento, fomos convidados a testemunhar do que Deus tem feito em nossas vidas nestes últimos 2 anos com uma casa (Pro-Vida – um lar sustentado pela igreja Presbiteriana), que abriga por volta de 35 pessoas soro-positivas e que lutam contra as drogas. Conhecemos e abraçamos pessoas lindas e queridas, que procuram se livrar de um mal terrível – a dependência química. Diariamente, o “Tio Luiz” se encontra com o grupo, e algumas vezes leva alguém para lhes falar. Alguém que tenha uma palavra de Amor, Fé e Esperança. Foi lindo poder compartilhar nossas vidas com eles, e o tempo gasto em seguida colhendo junto com eles de sua horta, aprendendo sobre os cuidados necessários para se manter um galinheiro e uma granja, entre outras coisas. Neste momento livre, as crianças trouxeram alegria ao espaço, e nós pudemos, tomando café, conhecer mais da história de vida de algumas das pessoas que ali estavam. Pessoas batalhadoras, corajosas, e que buscam se aproximar de Deus, ou ter um encontro verdadeiro com Ele.

Outra curiosidade que aconteceu por lá foi o contato com a mídia. Mais ou menos como aconteceu em Rio Grande, acabamos sendo contatados por repórteres fotográficos, náuticos e do Diarinho, que buscavam uma história diferente, curiosa e que estivesse passando ali em Itajaí, para compartilhar com a população através da mídia televisiva, impressa e virtual. Uma das entrevistas ainda não sabemos se foi ao ar no blog do nosso amigo. Outra, acabamos ficando sem saber quando televisionou e ainda precisamos contata-los para ver se conseguimos algum link que nos leve a ver o que foi ao ar (desta, eu não participei, nem as crianças, porque ela não foi agendada e, por isso nem estávamos lá no momento em que abordaram o Ric), mas uma, impressa, e outra chamada para a noticia em vídeo, conseguimos ver como ficou e transmito também abaixo, junto com as fotos.

Aliás, no blog, pretendo abrir um link onde possa concentrar todas as entrevistas já dadas, para qualquer tipo de mídia, assim ficaria mais fácil de procurar por elas. Mas para isso, vou precisar de internet boa!!! Então isso fica para um pouco mais para frente! 😉

Itajaí, foi pra nós, um momento de agradecer a Deus pelos seus caminhos que, por mais que não entendamos ou não conheçamos, nos levam sempre a desfrutar de um plano que jamais pode ser frustrado e que seguramente é para nosso bem, e que nos mostra o quão inigualável Seu amor e graça são, nos amando de uma maneira infinitamente mais e melhor do que jamais pedimos ou pensamos.

Itajaí representou também uma volta a terra, de certa forma, porque foi dali que partimos – toda a tripulação, no inicio de outubro – para poder passar aproximadamente 1 mês em terra, visitando e revendo familiares, irmãos na fé e amigos – que fica para o próximo post.

Link da reportagem do Diarinho ==> clique aqui!

*Amar Sem Fim – video noticia

Fotos da estada:

 

Autor: helenayoshima

Tripulante da embarcação "Veleiro Amar Sem Fim"

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