Veleiro Amar Sem Fim

Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí. Jeremias 31:3


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What have we done so far?

As a way to let you into what we’ve done so far we decided to show you an image (which is worth 1000 words) of the globe. You’ll quickly notice the routes, traced in red, showing the places we’ve been to, stayed at and visited.

mapa-japs

In the near future, we’ll let you in our next route – to the Bahamas. 😉

Keep sailing with us,

Enjoy!

Amar Sem Fim Crew

 

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What next…? (2017 Spring & Summer)

So… here we are… some good months later… posting what’s next… what is to come!!!

So lots of things happened during our stay here in the USA which ended up assuring us God’s will for us now is that we go to the nations again.

And again, we’re heading to the Caribbean. Yes, we’re heading South for a change. It’s been so long we’ve been sailing North that this change is something were really looking forward to.

There is a plan, a route, which you’ll get to enjoy while sailing with us. For now, what I can let out is our first stop after leaving in the beginning of March, will be the Bahamas… and that during the hurricane season, we’ll be safe!!! We don’t want to go through what we went through last year when Matthew struck Florida in October.

But in all things, what we want to do is what He tells us to do. So if plans change, it’s a good thing. It shows our hearts are still open to obeying and going wherever He tells us to go. So sail with us!!!! 🙂

Changes are tough. Goodbyes are even tougher. But our Mighty God takes care of our hearts and the hearts of the ones staying staying behind (at least for this little while), who we know we can count on in supporting us in prayers (we need your prayers!!!).

So thank you!!! Big thanks to you, who helped us get organized, load the boat with whatever we need to take with us and help out communities and churches throughout the Caribbean; you, who help us with Bibles, provisions, toiletries, equipment, and so on and so forth.

We feel blessed and we praise the Lord for being able to see Him working through your lives as well, while you serve Him like this.

Thank you, Lord Jesus.
Amar Sem Fim Crew


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Mas e o resto da Bahia?

Quanto ao restante da nossa estada na Bahia, não quero que nos julguem por termos passado rapidamente pelos locais quepassamos depois

que deixamos Porto Seguro, mas que entendam nossa agenda, por assim dizer.

Tínhamos uma regata (competição de barcos a vela) nos esperando em Aratu / Maragogipe… Na Bahia de Todos os Santos. 

E
isto fez com que vivêssemos e enfrentássemos a pior situação pela qual se pode passar: Datas (ou “prazos”). É aí, nesta situação, que está justamente o que nos põe em risco. Porque por conta de datas e prazos, pessoas deixam de ser prudentes e se arriscam… E já vimos issoacontecer de perto (e com um final nada feliz).

Para chegar a Bahia de Todos os Santos precisávamos passar rapidamente por Camamú e Morro de São Paulo… Além de parar em Salvador. Entendam que quando digo rapidamente, é exatamente isso que quero dizer. Sem exageros, nem floreios.

De pirajá em pirajá, fomos velejando e navegando e, assim, chegando a Salvador. Havia aviso de mar grosso e resta para toda a região, mas como as pernas eram curtas (a o tempo se acabava) decidimos encarar a situação.

Conforme postamos no facebook, a chegada a Salvador foi terrível e temível. Seguramente nossa pior situação no mar. Apesar de curta, a viagem de Morro de São Paulo a Salvador foi tensa e intensa, e foi isso que nos fez ficar e descansar em Salvador por alguns dias, ao invés de seguir viagem até Aratu, algumas horinhas à frente (dentro da bahia). Quando chegamos ao TENAB, vimos, amarrado bem ali, o veleiro Pangeia, do querido amigo Beto. Foi uma alegria imensa encontrá-lo ali; e pudemos ser vizinhos por alguns dias.

Em Aratú corremos nossa primeira regata até Maragogipe. Mas em uma manobra durante a competição, precisamos ligar os motores por questões de segurança, e isso desclassifica o competidor… Dessa forma, assim que cruzamos a linha de chegada (porque decidíramos que a terminaríamos mesmo assim), cientes do que isso acarretaria, comunicamos com respeito e conscientemente o fato a CR e fomos oficialmente desclassificados.

Em Camamú e Morro de São Paulo passamos apenas breves noites de descanso… E talvez um dia… E em Salvador, acho que devemos ter chegado a ficar um total de 1 semana… Ou algo assim.

Como disse foi breve e rápido. Salvador não nos encantou, infelizmente, e em seguida já partimos para Recife PE, juntamente com o veleiro do Beto, o Pangeia.

   
    
 


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Mais um pouquinho de Porto Seguro (o final da história)

Tanta coisa para publicar sobre os últimos meses que até sinto frio na barriga.
Primeiro porque relembrar os últimos meses significa revivê-los… e confesso que foi muito para digerir. Segundo porque realmente é muita coisa para pôr em dia… mas se consegui sentar para fazê-lo é realmente porque está na hora de atualizá-los. Então vamos lá:

Sobre nossa estada em Porto e o porquê da nossa”demora” por lá, você poderá voltar ao post anterior. Então, aqui, sigo contando o que nos aconteceu depois que decidimos ouvir a voz do nosso Guia (Jesus) e obedecê-lo, percebendo as portas que Ele nos abria e a forma como nos guiava (e ainda guia).

Como contei no post anterior, ficamos em Porto porque surgiu a oportunidade de servir a Deus, amando e servindo aos nossos vizinhos. Ao ficarmos, nos comprometemos com a Igreja Apostólica da Graça a servir com eles durante o mês de Junho – quando 3 igrejas americanas diferentes, porém ligadas com um mesmo propósito, viriam ao Brasil (especificamente Porto Seguro – BA) para ações de evangelismo e obras sociais.

Confesso que a princípio, quando fomos “convocados”, não tinha entendimento do que era que íamos fazer… Mas nosso coração desejava muito serví-LO – e tampouco queríamos perder a oportunidade de permitir que as crianças participassem de algo parecido (nem que fosse apenas como espectadores).

Aos poucos, conforme a data do “evento” ia se aproximando, fui entendendo que a necessidade a qual o projeto mais carecia era na área de línguas. Precisavam de interpretes. Eu nunca fui interprete. Tive receio, mas seguimos em frente.

Ricardo foi comigo, e João e Maria foram junto no primeiro dia apenas como companhia. Eu queria muito que eles começassem a viver missões de forma mais real e que a experiencia pudesse despertar o coração deles. Mas eu mal sabia o que Deus já tinha reservado a eles.

Conforme as pessoas da Englewood Baptist Church foram chegando e se instalando, eu fui me apresentando e tentando me fazer útil de alguma forma, perguntando onde precisavam de mim e como poderia serví-los. Fui direcionada a área onde se lavavam os pés. Isso mesmo, lavam os pés na área a qual fui designada. Apesar de ter a historia de Jesus (como Rei) amando e servindo seus amigos ao lavar seus pés como uma das histórias que mais amo na Bíblia, não conseguia visualizar como que aquela área poderia funcionar. Ao subir e me colocar a “postos” em um dos “boxes” onde receberíamos as crianças pude conhecer algumas das pessoas com as quais estaria servindo, me apresentar, falar um pouco de nós e entender melhor como era o serviço na área “Shoes”. “Shoes” era a área onde recebíamos as crianças (que já tinham sido previamente cadastradas pela equipe da igreja local que os recebia), lavávamos seus pés, lhes calçávamos meias limpas e novas e lhes dávamos um novo par de tênis (como um All Star), que tinha o nome JESUS escrito na parte de trás de cada pé. Enquanto fazíamos tudo isso, tínhamos a oportunidade de compartilhar nossa fé e o amor de Jesus não somente às crianças que ali estavam, mas também aos pais, avós ou responsáveis que as haviam trazido até nós. Enquanto tomava conhecimento de como tudo funcionava, ainda sem ter posto nada em prática e já me preparando para começar, pude perceber que a necessidade de interpretes era muito real… mas que havia sido suprida de alguma maneira em especial e curiosamente com a participação do Juca e da Mari. Sim, os dois, quando me dei conta, já tinham se apresentado, conversado com vários americanos e já tinham sido atribuídos a seus postos como parte da equipe que ali serviria. Então além de poderem ver o que aquela missão tinha como propósito, eles também puderam participar. Na verdade quem fazia tudo eram os americanos. Uma ou outra vez acabamos fazendo nós mesmo por conta do fluxo de crianças (em especial) que era intenso. Mas em geral, nosso papel era apenas o de interpretar… dizer para as crianças e acompanhantes tudo o que estava no coração dos membros da equipe.

Lembro-me com muito carinho de um momento em que o Juca simplesmente travou. Não se deu conta. Calou-se… e ficou a admirar o que Margareth dizia a uma criança. Ela então voltou-se a ele e lhe pediu que continuasse a tradução. Depois, ele me confidenciou que ficou tão apaixonado pela história que ela contava, e pela forma apaixonada como descrevia seu amor por Jesus, que prendeu sua atenção… e ele se esqueceu de continuar a tradução.

Lembro-me também de ter ouvido Juca, em outro momento, declarando “Cara, mãe, eu amo servir!”.

Para resumir um pouco esta história conto que fizemos as mesmas coisas com igerjas de Nashville, Goodletsville e Dyresburgh – TN (com os Pastores Phillip Jett e Boogie), bem como com a First Baptist Orlando (co os Pastores David Uth, Bill Mithcel, entre outros).

Com as igrejas do Tennessee tivemos ligações imediatas e elos que levaremos para a vida toda. Mas também com a igreja de Orlando pudemos experimentar o evangelismo em ruas… o que foi muito importante e significativo pra mim e pelo que sou muito agradecida a Deus por ter me presenteado com tal oportunidade. Além disso, pudemos participar desta última semana de serviço (com a igreja de Orlando) de outro ponto de vista. Desta vez, fazíamos parte da igreja de Orlando. Estávamos lá como equipe deles (pelo elo que já tínhamos com alguns membros de lá). E isso nos proporcionou vivenciar uma comunhão especial e diferente, por podermos fazer parte dos outros momentos em que envolvia a equipe.

Quando paro para lembrar de tudo isso, fico até sem palavras… e o medo de esquecer de mencionar nomes me faz não expôr o de ninguém além os dos Pastores.

Bom, quando a última igreja (a de Orlando) partiu, nosso planos eram de partir em seguida. Apesar do coração querer muito ficar (em especial por causa de uma outra semana de serviço e de um curso que Ric faria), Ric foi muito claro com relação a data de partida e não insistimos. Como disse, eu queria muito servir em mais um lugar. Desta vez era um projeto da Igreja Apostólica da Graça, mesmo, e não envolvia americanos. Desta vez era em uma aldeia. A aldeia Pataxó de Imbiriba. Mas Ric havia sido categórico: “Não dá. Não podemos!”. Como esposa, me coloquei debaixo de sua decisão, mas em amor, levei em oração o meu desejo ao Senhor. E lhe pedi que mudasse meu coração caso minha vontade fosse vaidade, ou que mudasse o do Ric. Não insisti com o Ric e confesso que não me lembro de ter insistido com Deus. O fato é que as portas se abriram de maneira sobrenatural, e Maria e eu fomos a Imbiriba. O que isso representou em nossas vidas, no entanto, foi algo  incrível. Com Maria e eu indo a Imbiriba, João ficaria com o pai e iria a Abrolhos (estávamos com amigos abordo). A época a qual me refiro não é muito tranquila para navegação na região pelo fato de ser época de baleias. Muita coisa pode acontecer… ou pode não acontecer nada (rsrs). Mas a ideia de uma possível colisão com uma baleia e o que isso significaria (avarias, etc) deixou Juca (e a mim também) apreensivo. Juca pediu, implorou para que não fossem a Abrolhos… se dizia inseguro e achava que não era para irem. Ouvimos, e Ric decidiu que iriam, de maneira mais segura, viajando apenas de dia, porque assim era mais fácil evitar uma possível colisão. Juca ainda não estava satisfeito e veio me pedir para intervir. Naquele momento o que pude fazer foi orar com ele. Deus institui o Ricardo como autoridade na vida do João. Não poderia deixar de apoiá-lo neste momento. Mas também não me sentia segura e entendia o receio do Juca. Com muito amor, orei com ele e lhe disse que orasse também. Expliquei o que disse sobre autoridade, mas reforcei que nada o impedia de levar o assunto diante de Deus e pedir (mais uma vez) que Deus mudasse o coração do Ric, ou dele mesmo.

Bom, saímos em direção a Imbiriba, Maria e eu… com o coração apreensivo porque no mesmo dia, mais a tarde, eles também sairiam em direção a Abrolhos. Chegamos cedo a aldeia, ajeitamos nossas coisas na casa do Luiz e da Tina e fomos nos reunir para começar o evangelismo na região. Neste momento de reunião, a primeira coisa que apresentamos diante de Deus foi a família de cada pessoa que estava ali servindo ao Pai. Lembro-me de como senti-me aliviada em saber que não era uma preocupação só minha, mas de todo o grupo… Seguimos com as atribuições do dia!

Não há sinal de telefone ou wifi na aldeia. Na verdade até se pode conseguir sinal, mas é bem difícil. Não dava para me comunicar com o Ric e saber como tinha sido a saída de Porto e onde estavam.

No fim do dia, depois do banho, já deitada, ouvi meu celular apitar. Levantei para ver se havia entrado algum sinal e vi que tinha uma mensagem. Do Ric. Que dizia assim: “Mission aborted”. Sem ter certeza do que aquilo significava, tentei várias vezes lhe escrever, sem sucesso. O sinal que entrou já não estava mais lá. Deitei-me novamente. Outro bip. Desta vez: “Você andou ensinando o Juca a orar? rsrs”. Entendi, então, que eles não tinham saído, mas ainda desconhecia os porquês. Depois fui saber que as ondas não proporcionariam uma viagem que pudessem desfrutar e acabaria sendo desagradável (para dizer o mínimo).

Estas histórias são histórias que não poderia deixar jamais de compartilhar. São histórias em que reconhecemos o Senhor Jesus como Senhor de nossas vidas e nas quais ele se faz tão participante, que honra o coração do servo justo e fiel. Tive uma oportunidade incrível de viver isso, e ver o Juca viver isso, e ver o Ric viver isso, e ver a Mari ver tudo isso. Não há nada que pudesse, naquele momento, ter desenvolvido ainda mais a fé de todos nós senão exatamente o que vivemos ali, naqueles momentos.

Deus cuida, se preocupa com os detalhes de nossas vidas, Ele honra. Ele supre, dirige, e orienta nossas vidas com amor indescritível… Mal posso esperar para experimentar mais.

AmarSemFim – Somente a Deus seja toda a glória!

 


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Porto Seguro – Nada é por acaso!

Já faz tempo que eu queria compartilhar com todos o porquê da nossa estada prolongada em Porto Seguro, Bahia.

Infelizmente, algumas coisas acabaram impedindo o post de sair mais cedo. A internet, apesar de ter melhorado muito, ainda é um problema para nós. De qualquer modo, o post está aqui! Saiu! E espero que vocês que nos acompanham, desfrutem da leitura!

Chegamos em Porto Seguro no dia 02 de maio (2015), e nossa previsão inicial era de abastecer, e seguir viagem. Depois de descansarmos um pouco, saímos para conhecer a cidade um dia… ver o centro-histórico no outro… encontrar amigos da vela em um outro dia ainda… e assim, a coisa foi se prolongando um pouquinho. Mas em um dos bate-papos (e em algumas trocas de mensagens no fb), acabamos sendo convencidos (e percebemos que era o mais sensato a se fazer, de qualquer maneira) de que correr para chegar em Fortaleza e fazer a travessia ainda antes de junho seria loucura. Além da correria, seria perigoso. Apesar da temporada de furacões estar ainda começando, o risco está lá! Esta não é a melhor época pra se fazer a travessia… Não é necessário correr este risco. Mas isso queria dizer que nossa saída do Brasil demoraria ainda outros 6 meses mais. Nós não reclamamos, exatamente… mas não estávamos de todo contentes. Vínhamos ansiosos e empolgados com a saída “logo aí na frente” e a decisão, embora sendo a mais sensata, frustrou um pouco nossos planos.

MAS… sabemos que diferente dos nossos planos, os de Deus jamais podem ser frustrados… são infinitamente mais do que pedimos ou pensamos… sempre contribuem para o bem dos que O amam… e são para nos dar um futuro e esperança (Jó 42:2, Efésios 3:20, Romanos 8:28, Jeremias 29:11).

Agora, então, conto o verdadeiro motivo da nossa estada prolongada… que naqueles dias, ainda não conhecíamos.

Quando chegamos aqui em Porto Seguro, naquele dia 02 de maio, uma das primeiras coisas que fiz foi procurar uma igreja para congregar. Nossos amigos que nos acompanham desde o início, sabem que este é um desafio que nosso pastor no interior nos lançou, quando saímos de lá de SP… há mais de 2 anos. Enfim, encontramos algumas igrejas e, como o domingo se aproximava, escolhemos uma – mais fácil de achar e chegar – e fomos visitá-la. No entanto, nosso pastor no Rio nos havia indicado uma outra. Sem saber direito de como a indicação tinha surgido, ficamos intrigados com o fato de que não conseguimos encontrá-la…

Bom, até este momento, nossa ideia era ficar mais alguns dias em Porto Seguro e zarpar com a próxima “frente fria” que se aproximasse… até Camamú – BA… e, sem pressa, seguiríamos subindo sempre para o Norte, até chegar a época boa de se fazer a travessia. Foi então que em um dos nossos últimos dias em Porto Seguro, decidimos caminhar a tarde até o fim da orla… E avistamos a balsa que atravessa ao Arraial d’Ajuda. Ricardo quis atravessar, mas já estávamos meio cansados e queríamos voltar. Acabamos indo mesmo assim, e logo que atravessamos, chegamos a um hotel/marina que decidimos entrar para ver. O lugar era lindo, mas deveria ser os olhos da cara para estacionar o barco lá. Conversamos com um rapaz, que nos deu um número de celular de um outro funcionário para o qual ligamos em seguida (ainda na mesma tarde) e conseguimos um belo desconto, especialmente por não ser alta temporada. Resolvemos mudar a posição do veleiro, então, e na manhã seguinte, saímos cedinho e “voltamos” 2 nm (nautical miles) para o sul.

Entramos sem dificuldade pelo canal de Porto Seguro – que exige bastante atenção!!! – e manobramos e amarramos o Amar Sem Fim no pier do Hotel Marina Quinta do Porto. Enquanto eu terminava de acordar a tripulação e cuidar da parte de dentro da cabine, Ricardo saiu para fazer os desvios contatos com o pessoal da marina e, conversando com o rapaz do celular, descobrimos que ele mesmo era membro da tal igreja que ha tanto buscávamos. Fomos convidados a visitar a reunião de célula (um pequeno grupo onde se estuda a Palavra de Deus), e assim acabamos conhecendo um grupo incrível de cristãos que nos acolheu com muito carinho e amor.

No caminho para este encontro, e conversando com quem foi nos buscar, descobrimos que haveria um projeto missionário com o qual os membros daquela igreja estariam envolvidos e achamos interessante e até possível que ficássemos para servir junto a eles. Mas ainda não havíamos definido nada. Deus ainda estava para nos mostrar algo mais. Durante aquela semana, antes do nosso primeiro culto naquela igreja que acabávamos de encontrar e conhecer, conversando com um amigo de adolescência, Ricardo descobriu que este amigo viria a Porto Seguro no fim do mês de junho. Achamos legal e cogitamos brevemente a ideia de ficar e esperar até lá… mas seria tanto tempo!!! Entendendo melhor os motivos desta vinda a Porto Seguro, descobrimos que este amigo viria com a sua igreja, que estava envolvida em um projeto missionário junto a algumas igrejas de Porto Seguro.

Bom, quem me conhece sabe que não acredito em acaso ou coincidências… creio que tudo tem um propósito e que Deus não dá ponto sem nó!!! Acabou que os dois projetos estavam relacionados e decidimos que ficaríamos o mês todo de maio por aqui (colocando o homeschooling em dia) e também o de junho. A princípio, íamos apenas receber e encontrar nosso amigo (que vem com parte da família). Mas ao receber aqui no veleiro uma visita de um membro da igreja aqui de Porto Seguro, fomos convidados a servir durante o projeto, não apenas na última semana de junho (quando virá a igreja First Baptist Orlando), mas também nas anteriores (quando recebemos grupos de missionários de 3 igrejas diferentes no Tennessee).

Como disse, não há acaso! Não há coincidências! Deus não dá ponto sem nó e pra tudo Ele tem um propósito (mesmo que no momento não o entendamos)! Ele nos queria aqui, e fez com que entendêssemos a Sua vontade de forma tão clara que sentimo-nos imensamente abençoados!!! Isso não acontece, nem aconteceu somente conosco… Deus está sempre nos dando dicas, ou nos mandando recados bem claros, do que é que Ele quer que façamos, ou de como Ele quer que sirvamos… mas é importante ouvi-Lo. Não há outra forma de entender Suas orientações e direções se não estamos dispostos a gastar tempo com Ele, primeiro, e a seguí-lo!

Por isso, hoje, além de saberem o motivo que nos fez ficar em Porto Seguro – que além de tudo é uma cidade espetacular – deixo com vocês que nos lêem, uma reflexão: Será que sua vida não estaria mais em ordem se você não gastasse um pouco mais de tempo com a Palavra de Deus (que é o principal meio que Ele utiliza para falar com Seus amados)? Ou será que não estamos passando tempo de menos em comunhão com os irmãos e membros do corpo de Cristo (que é outro meio que Deus usa para falar conosco)? Ou ainda, será que temos nos colocado a disposição de Deus com um coração que O busca sinceramente, e busca a Sua vontade, e está disposto a ouvir e obedecer ao Pai?

Escrevo a vocês com muito amor, compartilhando parte da nossa história – da qual vocês, de uma forma ou outra ,fazem parte. Que Deus os abençoe e os guarde em Seu amor sem fim!

Amar Sem Fim!


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Abrolhos (e Caravelas)

A noite de terça-feira (21/05), nós abastecemos o Amar Sem Fim com água. Tínhamos abastecido com mantimentos já no dia anterior e terminamos algumas compras que ainda faltavam naquela noite mesmo.

Estacionamos o barco próximo ao píer lá do Yacht Club de Búzios e, enquanto o Ric observava o abastecimento, nos despedimos  dos amigos com quem tínhamos passado o dia, e saímos pra comer um hambúrguer com outros amigos que tínhamos encontrado ali em Búzios, e que estavam lá no clube quando chegamos.

Ok, tudo pronto. Algumas boas horas de descanso e bem cedinho na quarta-feira, 22, saímos para Abrolhos. A viagem seria um pouco longa… quase como a de Rio Grande (RS) até Floripa (SC). A previsão era de 55 a 60 horas de viagem… estávamos preparados e, tendo já estudado o clima, sabíamos que a previsão era muito boa. Ventos bons e constantes. Velejamos bastante… motoramos um pouquinho… dias lindos… muito sol, mar tranquilo…

Até que o motor parou!

Ok, seguimos apenas no vento, que já dava sinais de calmaria há algumas horas… reduzindo sua velocidade e intensidade…

Passamos a entrada de Vitória (ES) – que seria uma possível parada se os ventos morressem ou se viessem mais fortes do que o esperado… Sem motor, voltar a Vitória seria impossível. Principalmente porque navegar pelo canal até onde poderíamos ancorar, passando pelo porto etc, seria pouco, bem pouco prudente, e um tanto difícil.

Ficamos boiando por umas boas horas, até que o vento começou a acelerar novamente lá pelo meio da tarde. Como já devíamos estar entrando no terceiro dia de viagem, resolvemos levar mais a sério a questão dos turnos, uma vez que nós dois – Ric e eu – gostamos de ficar no cockpit se o tempo está bom… mesmo que não seja nosso turno. Evitaríamos assim, o cansaço desnecessário. Combinamos que eu ficaria das 20:00 até a meia-noite no cockpit no meu turno… ele descansaria e retomaria das 12:00 às 4:00am… quando eu assumiria depois, por mais umas horas. Teria o dia todo seguinte para descansar, e ele tbm, intercalando com cochilos e a presença das crianças, que planejo começar a incluir nos turnos (não sozinhas, mas apenas para irem se familiarizando com a situação de observação).

O vento que apareceu no meio da tarde veio bem gostoso. Nos levou a boa velocidade e a velejada até as 01:30 da manhã foi muito boa… Até que ele parou outra vez!

A esta altura estávamos ha umas 25 ou 30 milhas da costa, e o sinal para comunicação já era inexistente. Para acompanhar-nos, amigos e família tinham que contar com as atualizações do SPOT – que nos serviu muito bem!

Paramos quase o dia todo. Boiando… horas…

Foi lindo ver o sol nascendo no meio do nada. Ver cardumes de peixes grandes e coloridos ao redor do barco. A cor do mar naquela região é quase impossível descrever… e sua transparência, então… marcados pra sempre na lembrança.

Mais uma vez, no meio da tarde, o vento chegou e começou a acelerar, nos permitindo levantar velas e seguir viagem rumo a Abrolhos – BA… e foi este vento que nos levou até lá. Chegando com a “frente-fria”, com chuva e nuvens negras, porém tranquilos… As rajadas não passavam de 20 ou 25 nós.

Com receio de chegar à região ainda de noite, ou no escuro, resolvemos reduzir as velas… administrando a quantidade de “pano”, a velocidade do veleiro e a velocidade dos ventos. Enfim, tranquilamente, depois de 97 horas de viagem, chegamos a Abrolhos na manhã do domingo, 26… e descansamos!!!

Em Abrolhos, nos dias que se seguiram, pudemos conhecer o arquipélago, visitar ilhas, mergulhar, visitar o Farol, conhecer mais sobre os Atobás, as Fragatas, as Grazinas e sobre a ICMBio. As pessoas que conhecemos lá também foram muito acolhedoras e nos trataram com muito carinho – pelo que somos muitíssimo gratos.

Abrolhos não tem energia elétrica, sendo que usam uma pequena usina como gerador para a ilha. Telefone, internet e a comunicação em geral são bem limitados e conforme chegava perto da data do aniversário do meu pai (dia 28), meu coração começou a apertar. A ideia inicial era já estarmos em Caravelas no dia 28 (mesmo que a noite). Porque assim, por lá, eu conseguiria sinal e poderia me comunicar com ele e com minha família. Mas não conseguimos. Acabamos passando o dia 28 em Abrolhos mesmo – foi um dia lindo, com um por do sol maravilhoso e momentos de passeio e diversão para as crianças que também deverão ficar pra sempre guardados na lembrança.

Dia 29 cedo, saímos para Caravelas. Conseguimos combustível emprestado com 2 amigos, de dois veleiros diferentes, mas chegamos a caravelas praticamente só no vento, sem muita necessidade de gastar o pouco combustível que nos emprestaram.

Caravelas é lindinha! Agradecimento especial a amigos queridos que conhecemos em Abrolhos, nos emprestaram combustível e nos deram super apoio enquanto em Caravelas!!!! A cidade é pequena, mas muito charmosa. Na noite do dia em que chegamos (29) Ric comprou um pouco mais de mantimento e descansamos bem. No dia seguinte, conhecemos a cidade e fizemos uma boa compra para as próximas viagens que ainda não havíamos definido se seriam até Salvador, Camamú, Porto Seguro etc…

Por fim, decidimos que pararíamos em Porto Seguro, mesmo. Mas que sairíamos em seguida (dois ou três dias depois) em direção a Salvador. Ainda nestes dias, nossos planos eram de chegar ao Caribe antes de (ou junto com) a temporada de furacões… ainda em Junho. Aos poucos, já em Porto Seguro, descobriríamos mais uma vez, que os planos de Deus pra nós são sempre perfeitos, sempre muito melhores do que os nossos, e nos proporcionam muito, mais muito mais do que podemos pedir ou sequer imaginar.

Chegamos em Porto seguro depois de apenas 19 horas de viagem, no dia 01 de Maio. Acho que ficamos um pouco mais de 1 semana em Coroa Vermelha (Cabralia/Porto Seguro)… Mas hoje escrevo pra vocês de Arraial d’Ajuda (vizinha de Porto Seguro), onde estamos há 8 dias… e onde devemos ficar por mais algum tempo (indefinido, ainda).

O próximo post conta sobre nossos primeiros dias aqui na região de Porto Seguro, Cabralia e Arraial… e sobre como Deus tem nos guiado e nos abençoado durante nossa aventura toda!

AmarSemFim /)/)


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Arraial do Cabo / Cabo Frio / Buzios

A partida do Rio foi emocionante… passamos 2,5 meses na cidade maravilhosa e deixá-la (e tudo que vivemos lá e todos que encontramos, reencontramos e conhecemos também) foi doloroso. Mas estávamos, ao mesmo tempo, empolgados com a perspectiva de viver novas aventuras, encontrar amigos e conhecer novas pessoas…

A empolgação era grande e partimos cedinho de lá… em direção ao Boqueirão (na região de Cabo Frio e Arraial do Cabo).

A viagem foi inteira no motor. Não havia ventos! Pouco menos de 12 horas de viagem. O mar estava completamente sem ondas. Parecia uma lagoa. Vimos golfinhos no caminho. Ficaram um bom tempo com a gente e pedi ao Ric que os filmasse ou tirasse fotos, enquanto observávamos o passeio deles em torno do veleiro. Triste foi a nossa surpresa quando vimos que nada tinha sido filmado. Ric não conseguiu acertar o foco e as imagens do mar, sem ondas, ficaram registradas, e nada mais.. nada além delas… nada de golfinhos! 😦

Conforme foi terminando o dia, de repente, baixou uma forte névoa. Em alguns momentos, cheguei a me preocupar porque a visibilidade era muito reduzida e a entrada pelo boqueirão era estreita. Sim, o mar estava calmo e não havia ventos… mas mesmo assim… Finalizamos a viagem apenas por instrumentos, uma vez que o anoitecer e a névoa nos impediam de enxergar direito.

Pela carta náutica, achamos uma boa localização para ancorar e, por volta das 18:30, já tínhamos ancorado e desligado todos os equipamentos… Banho quente (uma vez que o motor aqueceu a água do banho) e cama.

Ancoramos pertinho de uma base da Marinha. Tomamos café e curtimos bastante o mar, mergulhando, pescando etc

Foram poucos dias na região. Acho que nem sequer uma semana inteira. Mas foi o suficiente para nos apaixonarmos pelas águas de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios, para revermos amigos queridos, para matar a vontade de mergulhar no mar – uma vez que na Baia de Guanabara o mergulho era simplesmente impraticável… (fotos da Baia de Guanabara, mais abaixo).

Logo já nos preparamos para sair em direção a Abrolhos. Aí sim, seriam mais dias de viagem. Mas olhando bem a previsão, passaríamos por ventos suaves e constantes que nos levariam ao nosso destino em pouco mais do que 2 dias… Mas não foi bem assim.

Achar que não precisávamos de combustível e abastecer o barco apenas com água foi o maior erro que já cometemos…

Logo mais vem post da viagem até Abrolhos e a parada em Caravelas.

AmarSemFim /)/)