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Cruzeiro Costa Sul 2013 Ilhabela (SP) – Florianópolis (SC) – Trecho Cananéia (SP) – São Francisco do Sul (SC)

A saída de Cananéia foi bastante curiosa. Aliás, tenho que voltar um pouco até a chegada à ela; pois alguns veleiros tiveram que esperar ainda na Ilha do Bom Abrigo, ou seguir até o Porto de Paranaguá, enquanto os demais veleiros – que tinham calado (profundidade da quilha) adequada para o trecho – faziam o percurso interno… navegando o Canal do Varadouro.

Pois seguiram, então, estes veleiros – se bem me lembro a Fragatta Argetnina, o Mineirinho e o Mohabon – por fora do Canal do Varadouro; enquanto os que tinham menos calado – os que podiam navegar pelo Canal, tomavam café e preparavam-se para a partida. Já estávamos com um tripulante a mais – o amigo de velejadas Volnys, do veleiro Jazz 4. Teríamos um outro tripulante a bordo do AmarSemFim, chamado Jânio, que era o prático que nos guiaria através do Canal do Varadouro.

Antes da saída porém, Ricardo acabou indo dar uma ajuda algumas embarcações cujas correntes da âncora haviam se enroscado durante a noite (Bepaluhê, Namaste e Placidez 2). Mergulhou, e fez o q sabia e podia fazer. Liberou os veleiros. Embarcamos o prático e enfim, saímos pelo canal.

Mais uma vez, apesar de sermos um pouco menos, pois os outros três veleiros com mto calado fizeram o trajeto pelo mar, fomos um atrás do outro. Tínhamos uma ordem a seguir… uma seqüência, e um trajeto bem, mas bem especifico.

Saindo de Cananéia e entrando no canal, vimos vários golfinhos. Tentamos filmagens, mas nelas, eles pareciam apenas borrões, pois não nadavam muito perto; embora tenha sido o suficiente para levar as crianças a loucura! Golfinhos são animais que ninguém resiste…

A navegada pelo Canal do Varadouro foi simples… Comemos uns sanduiches no caminho, algo simples pq queríamos aproveitar o passeio do lado de fora da cabine, claro. Ninguém queria ficar pensando em cozinhar. Estava chegando perto da hora de pararmos, em Marujá, já… e logo adiante vimos um tremendo pampero se aproximando. Que vendaval… a chuva, no entanto, não veio forte. O céu ficara coberto de nuvens muito escuras, grandes, pareciam cheias de água a cair em segundos. Como estávamos abrigados, o vento não nos causou mal, apenas admiração… Mas ficamos depois pensando nos que tinham ido por fora… nos que calavam mais… e pelo que estariam passando.

Em Marujá, jantamos em um restaurante simples de uma pousada simples… chovia um pouquinho… e parava… tranquilo. Para sair e voltar ao barco, claro, precisávamos do bote, e nos perguntamos se por ali, a noite, não haveria crocodilos… A imaginação das crianças vai longe, mas assumo que a minha também foi… e muito! Jantamos e voltamos para o barco.

Dormimos. O dia seguinte era uma segunda-feira. Lembro-me de acordar cedo… sem expectativa ou rotina… apenas despertei. Ric logo em seguida e minutos depois as crianças já estavam na nossa cabine. Num impulso, escolhemos ir ao mar… a praia de Maruja. Era 8:00 da manhã qdo entramos no bote. Fomos até a pousadinha onde jantamos na noite anterior e atravessamos umas trilhas em meio a uma vegetação rasteira, mas intensa… e chegamos a praia. QUE LINDO!!! Acho q antes de lindo ser o mar, era o momento em si. Poder entrar na praia, dar um mergulho na água salgada do mar, acompanhada do sol que recem despertara… sua familia e outros que por ali também estavam.. numa segunda-feira… no meio do mês de março… era algo indescritível. Até hj, até o momento em que lhes conto sobre este dia, este, com certeza foi a melhor ida a praia e o melhor mergulho no mar que já experimentei.

Voltamos por outro caminho. Também  uma trilha, mas era de um outro lado. Se pudesse ter voltado no tempo o teria feito… teria buscado minha câmera fotográfica e gravado, fotografado aquela cena. O caminho se parecia muito com o de ida… a trilha. MAS, em um dado momento ele subia levemente. Arvores floridas apareceram no caminho e foram o contornando… cada vez mais proximas da trilha elas estavam, até que chegamos ao topo (da leve subida) e pudemos olhar para a trilha a nossa frente, completamente cercada de arvores pelos dois lados. Arvores altas, floridas ou não, mas que se encontravam no topo de suas copas e formavam o túnel verde natural mais lindo que eu ja tinha visto… Parei e lamentei muito não ter a câmera. Lembro-me de comentar isso com as crianças… o Ric já ia mais a frente, talvez não tivesse observado com tanta atenção o que eu tinha descoberto. Disse as crianças que parassem e observasse tudo aquilo muito bem. Q procurassem detalhes e que em suas mentes, tirassem uma fotografia daquilo, pois era algo lindo demais para não ficar registrado. Alegro-me que o tenham feito… é uma das lembranças mais doces dos trecho do CCS.

Seguimos viagem… até as proximidades do Porto de Paranaguá. Perto dele, paramos par almoçar em Ariri – bem na divisa SP e Paraná – e poso garantir que lá, comi a melhor ostra da minha vida (até agora).

Saímos de Ariri já em direção a São Francisco do Sul… saindo de vez do estado de SP… passando pelo do Paraná e chegando a Santa Catarina. Meio sem noção, lembro-me de postar no FB que havíamos chegado ao Paraná quando chegamos a Sao Francisco do Sul… me corrigiram e sou grata por isso. Um mico feito, mas corrigido e aprendido.

Este trecho ainda nos acompanhou o Volnys, que, quando chegamos lá, precisou voltar para Santos por motivos pessoais.

Em São Francisco do Sul, fizemos passeios – apesar da chuva – para conhecer a cidade e suas atrações. A cidade é linda, de verdade!!!! Encantou-me a chegada a ela e a paisagem que tínhamos dela, vista do mar. Fizemos um churrasco integrando o grupo argentino e o brasileiro e nos aproximamos um pouco mais dos velejadores argentinos… que tinham no meio deles, um barco Brasileiro – que ainda não conhecíamos bem – o Mohabon (que tinha sido convidado a participar do CDLA pelo comodoro do CDLA,e que apesar de ser “brasileiro”, estava no grupo de velejadores argentinos… :P)

De São Francisco, sairíamos a Florianópolis… mas este será um novo post… mais intenso! O tempo ruim em São Francisco nos fez mudar para Joinville, e lá fomos a um shopping com pista de patinação, onde as crianças se divertiram de montão… e em seguida conhecemos uma igreja a PIB de Joinville… e foi sensacional! Foi um momento lindo.

Foi de lá, Joinville, que Volnys realmente partiu Conforme aguardávamos um bom prognóstico… o tempo foi passando, e os velejadores, capitães, comodoros e tripulantes que tinham data determinada para voltar, começaram a se preocupar com a chegada a Florianópolis.

Seqüência de fotos:

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Ilha do Bom Abrigo, saindo para pegar o Canal do Varedouro

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A posada onde jantamos, em Marujá

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Veleiro “Conero”

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Pôr do Sol

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Ancorando…

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Chegando ao mar de Maruja. Um trecho da trilha que nos levava da pousadinha até a praia. Foto do Jânio (o prático)ImageImageImageImage

Seguindo ate Ariri

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Barco escola…

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Continuando a navegada no Canal do Varadouro

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Encantador – aves vermelhas. Foi muito rápido… quero acreditar que eram flamingos

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Anoitecendo no canal

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Anexo abaixo algo que nos aconteceu agora, há alguns minutos.
Fomos contatados pelo Rico Floriani, “amigo virtual vía FB”, que tinha fotos nossas e da flotilha ancorada em São Francisco do Sul – SC

Rico, agradecemos o carinho e a contribuição pro nosso blog. E já estamos ansiosos em conhecer a tripulação do veleiro HOJE! Grande abraço do AmarSemFim